Capital de risco gera mais PIB e salários mais altos em Portugal

Estudo da Investors Portugal em parceria com a Nova SBE, que analisa quase duas décadas de dados, avalia o impacto económico dos fundos de capital de risco e dos fundos SIFIDE
  • Investimento de risco gera retorno económico líquido: €100M investidos em capital de risco aumentam o PIB em 1,01% e exportações em 1,33 pontos percentuais em 10 anos
  • Capital de risco mais que duplica postos de trabalho e volume de negócios e, mais que triplica a rentabilidade nas empresas investidas
  • Incentivos aos fundos SIFIDE são decisivos para os resultados e têm um impacto duradouro e com elevado retorno, tanto nas empresas investidas como nas que investem nos fundos

 

Lisboa, 6 de outubro de 2025 — O estudo “Capital de risco e o SIFIDE em Portugal – Avaliação do Impacto Económico”, apresentado hoje pela Investors Portugal em parceria com a Nova School of Business & Economics, conclui que o capital de risco tem impacto significativo e duradouro na economia portuguesa, uma vez que potencia crescimento, inovação e competitividade.

Sumário executivo do estudo para consulta aqui. Estudo completo para consulta aqui.

Segundo a análise, as empresas apoiadas por fundos de capital de risco crescem mais rápido, contratam mais trabalhadores, pagam melhores salários e tornam-se mais produtivas. A nível macroeconómico, este financiamento traduz-se em ganhos de PIB, maior capacidade exportadora e reforço da inovação nacional.

Lurdes Gramaxo, Presidente da Investors Portugal, sublinha que “este estudo é o primeiro em Portugal, realizado por uma entidade independente, que permite demonstrar de forma clara e incontornável a criticidade e relevância do capital de risco no nosso país. O investimento em capital de risco não só promove o crescimento das empresas investidas a todos os níveis – volume de negócios, exportações, postos de trabalho, salários, rentabilidade – como também reforça a sustentabilidade do tecido económico português no longo prazo, com ganhos duradores para trabalhadores, investidores e inclusive o próprio Estado.”

O documento, que analisa quase duas décadas de dados — de 2006 a 2024 —, evidencia ainda que os incentivos fiscais são determinantes para a mobilização de capital privado. O SIFIDE tem sido essencial para canalizar investimento para fundos de capital de risco, permitindo às empresas investidas ganhar escala, aumentar a produtividade e melhorar as condições oferecidas aos trabalhadores. Nas empresas financiadas via fundos SIFIDE, o emprego cresce entre 50% a 60%, o investimento tangível aumenta 60% e o investimento em ativos intangíveis mais do que duplica. Ao mesmo tempo o volume de negócios e os lucros crescem mais do dobro.

O relatório sublinha ainda que estender benefícios semelhantes a todos os fundos de capital de risco e garantir previsibilidade dos mecanismos de incentivo é crucial para consolidar e ampliar o impacto no ecossistema empreendedor português.

“O nosso estudo mostra de forma clara que o capital de risco tem um impacto estrutural na economia portuguesa: as empresas investidas contratam mais, pagam melhores salários, tornam-se mais produtivas e vendem mais, incluindo para o exterior. Através do SIFIDE, conseguimos atrair investidores para financiar inovação e I&D, o que gera retornos fiscais que superam largamente o custo do incentivo. Se quisermos colocar Portugal ao nível dos grandes polos de inovação europeus, é essencial reforçar, expandir e estabilizar estes mecanismos de forma duradoura”, afirma João Duarte, autor do estudo e professor associado com agregação da Nova SBE.

Outro dos pontos centrais do estudo é a relação custo-benefício dos incentivos fiscais. Os autores concluem que o custo inicial para o Estado português é temporário, mas os efeitos sobre empresas e economia são permanentes. O impacto positivo em emprego, impostos e crescimento económico supera largamente a despesa fiscal.  No primeiro ano, as despesas adicionais de IVA, IRS contribuições sociais e IRC superam o custo do incentivo.

Com esta apresentação, a Investors Portugal reforça o apelo para que os decisores políticos consolidem e ampliem os instrumentos fiscais que suportam o capital de risco, de forma a garantir que Portugal se posiciona ao nível dos grandes polos de inovação da Europa.

Sobre a Investors Portugal

A INVESTORS PORTUGAL agrega e representa a comunidade portuguesa de Business Angels, Venture Capital, Corporate VCs, aceleradoras, incubadoras, plataformas de crowdfunding e outros atores que investem em early-stage. A INVESTORS PORTUGAL divulga e promove os seus associados junto de instituições nacionais e internacionais, fomenta linhas de relação e suporte entre os diversos players do ecossistema empreendedor nacional, capacitando e divulgando as melhores práticas e informação sobre o setor.

Sobre a Nova SBE

A Nova SBE é a mais prestigiada business school em Portugal e uma das principais business schools da Europa. É a faculdade de ciências económicas, financeiras e de gestão da Universidade NOVA de Lisboa. O atual Dean é o Prof. Pedro Oliveira (PhD, University of North Carolina at Chapel Hill). A Nova SBE é membro do CEMS desde dezembro de 2007 e tem atribuição Triple Crown em todo o mundo, o que implica a acreditação pela EQUIS, AMBA e AACSB. Foi a primeira business school portuguesa a adquirir acreditações internacionais e reconhecimento de renome mundial no ensino superior. A visão internacional da Nova SBE também se reflete na adoção do inglês como o principal idioma de ensino. Mais da metade dos cursos de graduação e todos os programas de mestrado, MBA e PhD são lecionados em inglês.

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